Nasceu em 1449
em Mântua, filha de nobres italianos, Nicolaus e Agnespais. Diz Jerome que na
idade de cinco ou seia anos, Osanna teve sua primeira experiência mística, uma
visão da Trindade, dos nove coros dos anjos e da criação material, quando Jesus
como uma criança da sua própria idade, carregava uma cruz. Mais tarde, viu-o
outra vez no jardim da casa família entre as videiras. Como entrasse já em
êxtase em tenra idade, tornou-se muito retraída. Os pais incomodavam-se
sobremaneira com o seu comportamento e chegaram a pensar que a filha fosse
portadora de epilepsia.
Ainda durante sua
infância acabou perdendo os pais, tornando-se assim responsável pelo lar,
cuidando dos irmãos que controlou e educou com grande prudência e
responsabilidade, além de manter grande hospitalidade e caridade com os pobres.
Não obstante, apesar de todas estas responsabilidades domésticas e caritativas,
passou a experimentar uma vida mística cada vez mais intensa. Quando ainda
vivia seu pai, ela recusou casamento porque já sentia inclinação para tomar o
hábito dominicano e o declarara isso. Mas, segundo revelação feita a ela, não
era momento para fazer profissão, mesmo na Ordem Terceira.
Foi permitido
compartilhar os sofrimentos de Cristo pela causa da Igreja e da Itália, então
marcada por rixas e guerras. Finalmente, quando tinha 30 anos, recebeu os
estigmas em sua cabeça, depois no lado e em seguida nos pés. Teve também uma
visão em que seu coração foi transformado e dividido em quatro partes. A
Paixão de Cristo era sentida intensamente nas quartas e nas sextas-feiras. Em
seu caso, os estigmas não parecem ter sangrado, mas apareciam simplesmente como
manchas avermelhadas, intensamente dolorosas. Manteve-os escondidos de todos,
exceto de alguns de seus empregados, mas às vezes a dor nos pés eram tão
grandes que a impossibilitava de andar. Por muitos anos, assim como Santa
Catarina de Siena, viveu quase sem nenhum alimento. No discurso dessas
matérias, pediu ao seu diretor espiritual que guardasse absoluto segredo.
Entretanto, sua
fama acabou espalhando-se entre a população porque algumas vezes foi vista em
público, em êxtase profundo. As visitas e conselhos espirituais tornaram-se
constantes, resultando na oposição considerável dos frades dominicanos de Mântua
que, entretanto, cessaram as críticas quando souberam que um dos seus, Dominic
de Crema, mantinha o registro de todas as experiências espirituais de
Osanna, que infelizmente perderam-se após sua morte.
Faleceu
santamente, de causas naturais em 18 de julho de 1505. Foi beatificada pelo Papa
Leão X e é invocada como patrona das meninas estudantes.
Seu corpo
incorrupto encontra-se em exposição sob o altar de Nossa Senhora do Rosário na
catedral de Mântua, Itália. Em 1965 seu corpo foi examinado interiormente e
exames profundos determinaram bom estado de preservação (após 460 anos).
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