Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento, Virgem,
Fundadora, + 1865


Micaela nasceu em Madrid no dia 1 de Janeiro de
1809. Nobre e generosa como o seu pai, piedosa e caritativa como a sua mãe,
óptimos alicerces para o controvertido trabalho em favor das mulheres que viviam
da prostituição. Para elas abre a sua primeira casa no dia 21 de Abril de
1845.
Como com qualquer pessoa, o seu caminho de
santidade não foi fácil. O Espírito Santo faz a sua parte nuns exercícios
espirituais decisivos, em Abril de 1847, assim como na festa do Pentecostes do
mesmo ano, brindando-a com uma graça extraordinária. Ela vai titubeando, entre
obras de caridade e a vida mundana que a sua classe social exige; as cortes de
Paris e Bruxelas abrem-lhe as suas portas, juntamente com o seu irmão Diego,
embaixador de Espanha nos anos 47 e 48 respectivamente. Precisamente os mesmos
anos em que ela procura com verdadeira paixão o seu lugar, o seu caminho, a
orientação total da sua vida. Conseguiria ela, no meio de tanto bulício, ouvir a
única voz que pacifica e dilacera? Saberia ela escolher, entre os muitos
candidatos amantes, o único AMOR da sua vida? "Vi-O tão grande, tão bom, tão
AMANTE e misericordioso, que decidi não servir mais que a Ele, que tudo reúne
para preencher o meu coração".
E semeia casas de acolhimento, no meio de
dificuldades económicas, incompreensões e perseguições.
E gera filhas acolhedoras que, juntamente com
ela, guiadas pelo Espírito Santo e alimentadas na Eucaristia, dão origem à
Congregação de Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade. É o
dia 1 de Março de 1856.
Micaela, que agora já se chama Madre
Sacramento, falece no dia 24 de Agosto de 1865. Morre como os santos: "dando a
vida" pelas suas " jovens ", num gesto de heróica caridade; "por uma só que se
salve, eu daria a minha vida". Ainda não tinham passado 70 anos após a sua morte
e a Igreja proclama-a SANTA. Foi Pio XI quem no dia 4 de Março de 1934,
elevando-a aos altares, disse à comunidade dos crentes que o caminho de Micaela
foi sem dúvida um caminho de santidade.
Santa Germana
Cousin, Virgem e Santa
Santa Germana Cousin (Pibrac, território de
Toulouse, França 1570 — Pibrac, território de Toulouse, França 15 de Junho de
1601), de seu nome de batismo Germana Maria de Jesus Cousin . Por causa de sua
aceitação a Deus e de seu sofrimento é muito venerada em toda a França.
A sua biografia é constatemente marcada por
desgraças, a partir de seu nascimento até sua morte. Não chegou a conhecer sua
mãe, que faleceu pouco tempo depois de tê-la trazido ao mundo. Não tinha
características físicas muito favoráveis, possuindo uma má-formação em uma das
mãos e uma enfermidade crônica originada da subnutrição, a qual prejudicava sua
visão e movimentos faciais. O pai não a amava e a madrasta a maltratava
demasiadamente.
Devido a seu físico, não se cogitou casamento
para ela. O pai sequer permitiu que frequentasse a escola do vilarejo,
colocando-a exclusivamente para realizar os serviços domésticos e cuidar dos
rebanhos da família. Muitas vezes dormia na estrebaria para amenizar seu
sofrimento.
Só lhe era permitido sair de casa para ir à
Igreja. Ninguém a acompanhava, pois seu pai a tinha como motivo de vergonha,
apesar de não ser muito notada. Muitos habitantes do vilarejo a chamavam de
“Germana aleijada” ou “Germana imprópria”. Mas sua fé e capacidade de
aprendizagem eram enormes e suportava tudo.
Naquela época, na França, dentro do contexto da
‘’guerra religiosa” entre católicos e calvinistas, uma trágica crise atingia a
aristocracia, dividindo-a em duas partes segregadas entre si. Germana, a
dedicada “pastora pobre”, como a define Henri Gheon em uma de suas biografias,
freqüentava assiduamente a igreja paroquial de Pibrac, o seu vilarejo-natal,
recebendo lá uma forte e esmerada educação religiosa.
Tornou-se uma amável pregadora da palavra de
Deus e uma catequista espontânea dos mais pobres. Tentou converter seu pai e sua
madrasta, mas tudo foi em vão. Vivia acompanhada, em suas campanhas de pregação,
de crianças e pobres.
Suas atividades religiosas eram muito variadas:
um dia ia à Missa, outro dia recitava o Rosário e o Angelus. Faleceu
silenciosamente em 15 de Junho de 1601, na estrebaria que tanto
freqüentava.
Processo de
Canonização
Depois de 40 anos de sua morte, seu corpo foi
exumado e ainda estava incorrupto. A veneração logo foi estabelecida por força
de lei canônica e o processo de canonização foi iniciado.
Em 1867, foi declarada santa pelo Papa Pio IX.
Uma Basílica foi erigida em sua homenagem na sua cidade de origem, onde ainda
repousam suas relíquias. É a padroeira da Diocese de Toulouse e de várias
paróquias na França.

